Sobre mim

"Sou Bacharel em Ciências Moleculares, e Doutorando em Física. Jogador inveterado de RPG e video-game. Terceiro-mestre na arte de pentelhar, e build full int/cha."


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Passa( o )tempoterça-feira, fevereiro 26, 2008 | 1


Saborear o passado como quem dá pequenas mordiscadas numa doce bolacha de leite...
Brincar com o futuro como quem procura desenhos nas nuvens!

Mas e esta música ao seu redor, você não a sente?
Escute! É o presente!
É o tempo passando, é o peito inspirando!
É a Sinfonia!

Shhhhhhh!

Preste atenção!


Isso...

Ouça atentamente...


Tum-Tum... Tum-Tum...

É entre uma batida e outra do coração que se esconde a vida.

Errardomingo, fevereiro 10, 2008 | 1


Querer ser perfeito,
sonho infantil.

Não há como a todos satisfazer.

E quando o sonho é desfeito,
é que questionamos nosso peito:
o que fizemos de tão vil?


Eu já sonhei ser um anjo; belo, alado, puro, bom.
Poder voar era ser livre, ir onde quiser, nas alturas me perder.
E ter na pureza de meu ser minha proteção, meu escudo; nunca pensar o mal, nunca fazer o mal, nunca se arrepender. Pois assim são os anjos, feitos para não errar.

Mas...
Do egoísmo fez-se a mágoa,
do enganar fez-se a dor.
Da mágoa fez-se a água,
e na dor perdeu-se o amor.


Anjos são feitos para não errar, mas mesmo da sua pureza, as vezes erram. E no erro há só a queda.
Não há tempo de arrependimentos, não há nada a aprender.

Chora,
chora pelos erros cometidos,
chora pelos erros sem conserto,
chora pelos erros sem perdão.

Chora,
mesmo sem lágrimas eu sei que chora,
sem ter dia, sem ter hora,
profunda é a mágoa sua, coração.


Homem, carne e sangue como todo homem, e errante como todo homem. Nós sim erramos, e fomos feitos para errar. Mas dos nossos erros nos arrependemos, e, no arrependimento, nós aprendemos.

A dor é a melhor e a pior professora.

Nuvemquinta-feira, janeiro 31, 2008 | 0


1

Não vejo no céu claridade alguma,
Uma nuvem negra tudo encobre.
Não há estrela ou astro nobre
Que escapa da negra bruma.

Os dedos passam e nada sentem,
Nem para movê-la há fôlego capaz.
Por ajuda só encontro "Meu Rapaz,
tenha paciência" e não me mentem.

Sei que esperar devo, mas, lunático,
Na escuridão estou me afogando.
Fechar os olhos é sair do jeito prático,
Mas o sono acaba chegando,
E a mente de modo sádico,
Na luz acaba pensando.

2
Da nuvem negra sigo a origem,
E é de fogo que surgiu.
E na terra que o fogo tingiu
Há uma mão, e há foligem.

Mão no fogo por mim colocada
Quanta dor eu te causei...
Cego fui pelas jóias do rei
E agora a coroa está quebrada.

A elas, somente por costume,
Dá-se tanta virtude, tanto poder.
Mas o posto do vidro ninguém assume,
Mesmo sendo tão fácil de se fazer.
Pois na simples transparência resume
Todo o seu ser.

3
Esta nuvem, mesmo de fuligem grossa,
As vezes bruxuleia e vacila.
E nisso o coração se rejubila
Ainda que ver o céu não possa.

Acanhado, sento-me numa pedra e recordo
Das noites de lua, do quadro pintado,
Dos erros e do fogo tardiamente apagado
E cheio de mim, de mim transbordo.

Meu Mordred fui eu mesmo,
Criei quem me feriu e amaldiçoou.
Rei destronado andando a esmo,
Que antes de assumir já fracassou.
Só me resta esperar a fumaça dispersar
E voltar a viver, como realmente sou.

Pessoasegunda-feira, janeiro 14, 2008 | 0


Esta foi devida a alegria por ter escrito as demais, o que pode ter subido demais na minha cabeça... rs...



Sou só uma pessoa.
Uma, dentre tantas e tantas pessoas.
Isto não importa.
Em pé, na janela e lápis na mão,
me sinto quase como O Pessoa.
E isto é muito bom.

Celularsegunda-feira, janeiro 14, 2008 | 0


Escutando as reclamações do meu celular (e sem luz para colocá-lo para recarregar), e pensando no meu dia, saiu a poesia que segue:



Fala, fala, fala, fala, escreve, escreve, escreve.
Bzeeep, bateria fraca.

Fala, escreve, escreve, fala, fala, fala.
Bzeeep, bateria fraca.

Música, música, jogo, jogo, fala, fala
Bzeeep, bateria fraca.

Jogo, fala, fala, chão, comida, chuva.
Bzeeep, bateria fraca.

Escreve, escreve, escreve.
Bzeeep, bateria fraca.
Hora de recarregar.


Dizem que para que a bateria do celular dure mais, devemos esperar que ela descarregue antes de colocá-la para recarregar novamente. É devido ao efeito "memória".

Devido ao efeito "preguiça", acho que devemos fazer o mesmo para nós mesmos...

Philodoxsegunda-feira, janeiro 14, 2008 | 0


No caminho de casa, enquanto dirigia, ví a lua, bem nítida e brilhante, na minha frente, e bem no caminho para onde eu me dirigia, como se estivesse em casa me esperando.
E assim me veio na cabeça essa simples brincadeirinha de palavras parecidas e rimadas, em inglês:



Half Moon,
high you shine.
Perhaps soon
you'll be (half) mine.


Ainda não me decidí se deixo o segundo "half" alí... O significado fica estranho, mas tem o jogo entre "Half moon" e "Half mine"...

Luzsegunda-feira, janeiro 14, 2008 | 0


Bem, para quem leu o post-diário, sabe que fiquei sem luz aqui em casa. Com vontade de escrever, procurei o que poderia me iluminar. E a resposta disso fez surgir a poesia que segue:



Mas é só quando acaba a luz
que eu percebo o que me guia.
Sob a luz da lua escrevo do amor, poesia.
Sob a luz da USP escrevo ciência, sabedoria.

Com os pés descalçosterça-feira, janeiro 08, 2008 | 1


Caminhar.
Sem correr,
sem parar.
Andar.

Por trilhas conhecidas,
por caminhos secretos,
por passagens ocultas.
Não só o mais fácil,
mas sem dar voltas desnecessárias.

Sobre o chão liso e fácil,
sobre a terra dura e quente,
sobre uma armadilha de espinhos.
Por onde for necessário.

Há quem planeje todo o caminho,
Há quem não saiba nem qual foi o último passo que deu.
Eu sei meu passado, mas só vislumbro o horizonte.

Há quem se preocupe com o passo dado,
Há quem se preocupe com um passo futuro.
Eu valorizo o solo sob meus pés.

Há quem use botas, e mantém o pé macio.
Há quem pule em prego, sente no chão e se lamente.
Mas não há bota que resista para sempre,
nem há tempo para lamentações.

Eu ando descalço pelos campos.
Sigo o vento.
E vejo o mundo.

-----segunda-feira, janeiro 31, 2005 | 0


(Escrito em viagem, com toques finais dados hoje)

Brisa salgada do mar,
choro das ondas estapeadas
e de olhos feridos por areias infindas,
disfarça a marca da saudade
que quer se mostrar em minha face.
Que o cinza do céu não esconda
os raios de luz da dourada moeda,
ainda que, em forma, dela me recorde,
mas me afasta da névoa de solidão.
E a noite ainda obrigado sou a ter
visão da clara trilha de luz na água,
que adoraria com ela compartilhar,
caminho ao horizonte, ainda que falso,
pois, sem poder ver o astro puro,
enganado sou por luz costeira.
E na ampulheta, o mesmo carrasco
que faz o grande azul chorar
também nos sentencia e pune,
com sua vagareza e longo fluir.

Quando verei aquele rosto lindo
que sempre me faz sorrir?
Aqueles olhinhos brilhantes
que sempre me tocam?

Quero ir pra casa.

-----quinta-feira, abril 01, 2004 | 0


A última do dia:

Instrumento

Abraça, abraça a sua dama
heróico gladiador!
Enfrentas o leão de rosto erguido,
proteges tua dama!
Mas com que delicadeza a levas,
acaricia-a ternamente,
apaixonadamente,
passando mão em todo seu voluptuoso corpo!
E como é belo o gemido das damas
ao serem tocadas por quem as ama!
Vai, gladiador, falta pouco,
o leão já está se rendendo.
Aplausos, mais que merecidos.
Violoncelos e violinos, suas damas,
não saem de suas mãos nem ao agradecer.
Os gladiadores, mestres de música,
ganharam mais uma.

PS: Escrita após uma exibição da OSUSP - Orquestra sinfônica da USP.

-----quinta-feira, abril 01, 2004 | 0


Mais uma, simplesinha:

Vivo
Feliz
Triste
Doente
Saudável

Acompanhado
Disposto
Cansado

Vivo

-----quinta-feira, abril 01, 2004 | 0


Ae, finalmente umas poesias novas, uhu!!! rs...
Aí vai a primeira:

Para que aponta a ponta do lápis?
O caderno?
As palavras?
As idéias?

A ponta do lápis aponta o escritor.
Aponte-o (mas com apontador).

-----domingo, dezembro 28, 2003 | 0


Voar.
Queria ser um ser alado...
Poder ir e voltar,
sem trânsito ou ônibus lotado!

-----domingo, dezembro 28, 2003 | 0


Qual a diferença entre
o lado de cá e o de lá dessa folha de papel?
Apoiadas, são únicas em sí.
Mas, contra a luz, vemos as duas,
espelhadas e de todo contrárias.

Se a vida é uma longa história,
será morrer uma simples virada de página
duma folha n-dimensional de muitos lados?

-----domingo, dezembro 28, 2003 | 0


Escrevo sentado,
olhando para o nada,
com a cabeça em lugar nenhum.
Mas as letras voam,
falam do mundo,
querem comentar de tudo!

Assim, capturo algumas no ar,
como aquele caçador de borboletas e sua rede.
Mas, ao contrário de borboletas,
são registradas que as letras ganham vida.

Não pego todds,
não sou exímio caçador.
Me restrinjo àquelas de temas fáceis,
e sem grandes figuras e formas.

Mas essas me bastam
e, quando consigo tê-las
(como agora)
sou feliz.

-----domingo, dezembro 28, 2003 | 0


Não há mais escuridão no céu,
mesmo em noite sem Lua.
Um brilho parece sempre existir,
um tom vermelho, amaldiçoado.
Quero gritar "Apaguem as luzes!!!",
mas, nessa cidade,
apagar as luzes só em época de apagão...

-----domingo, dezembro 28, 2003 | 0


O céu estrelado na noite,
quem pintou as estrelas la?
Criou desenhos,
iluminou poetas,
aproximou apaixonados,
auxiliou aventureiros?
Deus estava brincalhão nesse dia.

Pena que na cidade vejo tão pouco de sua obra...

-----domingo, novembro 30, 2003 | 0


Ah, a Lua Crescente volta aos céus!
Linda e pura como sempre!
Aquela a quem admiro, e sempre adorarei!
Mas, assim como as estrelas
que a cada volta sua não são as mesmas no céu,
também eu não sou mais o mesmo.
Cresci, amadureci, tornei-me o que sempre quis.
E agora, nas noites sem nuvens,
quando vejo-te não é em tí que está meu pensar.
Encontrei um amor na vida!
Alguém que me faz rir e chorar
(não de tristeza, mas de saudade ou alegria!)
e que também me ama!
Felicidade tanta quando nos vemos não sabia ser possível,
nem saudade tanta nos longos dias de espera sem se ver!
E com a sua benção, rainha pálida da noite,
peço que ilumine as noites de mais um casal apaixonado!

-----quinta-feira, novembro 20, 2003 | 0


Festa Hobbit

E o povo gira e grita e canta
vamos menina, entre na dança
todos juntos, juntos girando
vendo o mundo rodopiando

AE!

Ergam suas taças
façam um brinde
encham a cara
pra que o requinte?

YPEI!

A banda toca alegre empolgada
uma musica boa, bem animada
todos em coro acompanham a canção
todos juntos acabam no chão!

Olhem os fogos, que belos no céu!
Deve ser Gandalf, o do chapéu!
Mas e agora, o que aconteceu?
O grande Bilbo desapareceu!

Mas a festa ainda não terminou
ainda vamos beber, dançar e comer!

Feliz aniversário Bilbo,
esteja onde estiver!

-----domingo, novembro 09, 2003 | 0


Ah, o que acontece comigo,
quando vejo a lua branca no céu?
Não sei, não sei,
mas a maior musa dos poetas
tráz a mim também a inspiração.
Seu brilho puro me emociona,
e é sob ele que eu escrevo.
Alta, alta no céu,
bela como sempre e como nunca.
Que magia é essa que me prende,
que me enfeitiça,
toda vez que a vejo?
Não sei, não sei,
mas assim o é.
E é sob a sua luz,
flor de prata,
que finalmente volto a escrever.
(mas... por quanto tempo??)